O mundo corporativo e financeiro segue enfatizando sustentabilidade, responsabilidade social e boas práticas corporativas como critérios centrais para investimentos e estratégias empresariais.
Atualmente, estar em constante evolução tecnológica de sistemas ou de gestão auxilia qualquer atividade a se adaptar a um mundo marcado por fragmentação geopolítica, guerras e tensões estratégicas, disrupções em cadeias globais de valor e, principalmente, por crises energéticas.
Resiliência, competitividade e geopolítica
Na prática, porém, o novo cenário mundial deslocou o foco de governos, investidores e empresas para a resiliência econômica e a competitividade, avaliadas pelo seu impacto em crescimento, estabilidade e produtividade, e não mais apenas por critérios ambientais ou reputacionais.
Rússia e Estados Unidos, como exemplos, têm no petróleo seus maiores ativos, enquanto a China segue usando o carvão como fonte de energia, e a Europa recuou no campo ambiental para suprir sua necessidade de aquecimento de ambientes no inverno rigoroso do “velho continente”.
As dinâmicas geopolíticas se tornaram determinantes para decisões econômicas, incluindo alinhamentos estratégicos entre países, tensões comerciais e políticas industriais e tecnológicas que passaram a influenciar diretamente os fluxos de investimento e as estratégias corporativas em diversos países, incluindo o Brasil.
Segurança energética como prioridade
Nesse contexto, a segurança assumiu papel estratégico, seja a segurança alimentar ou a das cadeias de suprimento, mas especialmente a segurança energética, pois ela mantém em operação todo o processo produtivo e o abastecimento da área de logística.
Empresas e países priorizam reduzir vulnerabilidades e garantir o acesso a recursos essenciais. Nesse cenário, as matrizes energéticas se valorizaram sobremaneira, com destaque para as fontes de energia limpa, como as energias solar e eólica.
Agora, a eficiência energética e seus componentes, como o sistema BESS de armazenamento de energia, passam a atender a essa necessidade por segurança energética e vão ao encontro do que já se considera um novo enquadramento global. Nele, decisões são avaliadas simultaneamente por viabilidade econômica e aderência ao contexto geopolítico, com mais independência dos personagens que compõem a economia mundial, desenvolvidos ou em desenvolvimento.
O papel estratégico do Brasil
Nos próximos anos, o Brasil deve ter um papel de maior destaque no cenário mundial em razão da segurança alimentar e, para isso, precisa investir em segurança energética, com fontes hídricas, eólicas e solares que movem todos os processos produtivos cada vez mais automatizados. Isso inclui as linhas de produção de complexos industriais e a produção primária de proteínas de origem animal e vegetal, bem como as atividades urbanas de prestação de serviços, varejo e comércio, todas dependentes de energia.
As implicações estratégicas desse novo paradigma abrem oportunidades relevantes para quem possui abundância de recursos naturais, posição geopolítica não conflitiva e matriz energética relativamente limpa, mas, especialmente, para quem garante eficiência energética. Em um mundo cada vez mais globalizado, que já vive a fase seguinte à transição energética, é preciso ter a capacidade de armazenar e gerir a energia para consumo em larga escala a partir das novas matrizes.
BESS e eficiência energética
É nesse cenário de desafios globais que se enquadra o sistema BESS para armazenamento de energia, a fim de disponibilizá-la em casos de interrupções e quedas abruptas, assim como durante oscilações e instabilidades.